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Modernismo desde aqui

2022

Exposição Coletiva
Paço das Artes

Curadoria: Claudinei Roberto da Silva
Abertura 02/04 das 11h às 19h
Visitação até 03/07
De terça a sábado, das 11h às 19h
domingos e feriados, das 12h às 18h
Ingresso: gratuito
A exposição conta com recursos de acessibilidade

A Semana de Arte Moderna de 1922 representa uma mudança de paradigmas na cultura brasileira. Rompeu as fronteiras entre o popular e o erudito, promovendo a liberdade ética e estética na produção artística. O Paço das Artes – instituição pertencente à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo – revisita a contribuição do movimento modernista com a exposição Modernismo desde aqui.
Composta por 68 obras, incluindo artistas contemporâneos, a iniciativa faz parte do programa Modernismo Hoje, criado pelo Governo de São Paulo para celebrar o centenário da Semana de 1922.
Com curadoria de Claudinei Roberto da Silva, a exposição evoca um dos principais aspectos do movimento modernista. Nas palavras do curador, “a leitura descolonizante da cultura e das artes do Brasil”. Uma figura central da época, Mário de Andrade também terá seu espaço garantido, a partir de documentos e fotografias presentes na mostra.
“Em maio de 1935, Mário de Andrade foi nomeado simultaneamente Chefe da Divisão de Expansão Cultural e Diretor do Departamento de Cultura da cidade de São Paulo, o que lhe permitiu, entre outras coisas, organizar a ‘Missão de Pesquisas Folclóricas’, que, em 1938, colheu importantes documentos sobre a cultura dos estados do Nordeste e do Norte do país”, destaca o curador.
Modernismo desde aqui tem um núcleo de artefatos, documentos e obras do acervo da Missão de Pesquisas Folclóricas de 1938, mantido pela Biblioteca Oneyda Alvarenga do Centro Cultural São Paulo.

Ontem e hoje

Embora a produção artística fora do eixo Sudeste tenha se destacado à época, é pouco lembrada na narrativa histórica do movimento modernista. Na exposição, a proposta é preencher essa lacuna com obras dos artistas contemporâneos – muitos deles representantes da diáspora africana no
Brasil – que, de alguma forma, dialogam com essas referências do passado.
No núcleo expositivo denominado contemporâneo, estão pinturas no estilo naif, de Nilda Neves, peças em madeira de Taygoara Schiavinoto, gravuras em papel de Santídio Pereira, xilogravuras em papel de Eduardo Ver, pinturas de André Ricardo e uma escultura de Eneida Sanches.
Fotografias de Wagner Celestino, escultura de Maurino Araújo, pinturas em acrílico de Sérgio Lucena, obra com tinta óleo e látex de Mari Ra e trabalhos em óleo sobre tela de Marcio Marianno e Manuel Carvalho completam a lista dos artistas contemporâneos da mostra.
No núcleo histórico, o público confere as obras “Paisagem” (1948), de Tarsila do Amaral; “Trabalhadores” (1937), de Livio Abramo; “O bom caminho” (1920), de Ismael Nery; e os desenhos “Jovem negro de mãos dadas” (1925), “Zulmira” (1925) e “Jovem negro com gravata borboleta” (1927), de Lasar Segall, além da aquarela Mãe negra entre casas (1930), também de sua autoria. Os trabalhos de Lasar e Tarsila foram cedidos pelo Museu Lasar Segall e o Museu de Arte Moderna de São Paulo, respectivamente.